Livres para celebrar

100% virtual

10º EDIÇÃO

No palco, enxergamos as coisas a partir de diferentes perspectivas, luzes, cores, sons e emoções.  Fazemos diversas leituras sobre as coisas, as pessoas e a vida. Ampliamos nossa forma de perceber o outro e nós mesmos.

Da plateia, em silêncio, escutamos. Nos colocamos no lugar do outro. Somos levados a outros lugares e tempos. Somos livres para ser e estar. Livres para pensar. Para rir. Imaginar. Como crianças brincando. Crianças chorando. Sorrindo. Crianças sendo crianças.

Num estado contemplativo, de reflexão ou diversão, esquecemos que há passado e futuro. Sentimos apenas o presente. Quando percebemos, tudo se transformou: você, seus amigos, sua família, seu cotidiano, sua forma de ver e habitar o mundo.

E quando chega o fim, batemos palmas para agradecer e celebrar as experiências compartilhadas com quem está no palco, atrás dele e com quem está ao nosso lado, sem se importar se o final foi feliz ou não, porque sabemos que novas histórias sempre há de surgir.

TIC 10 anos: somos livres para celebrar!

PROGRAMAÇÃO

Lives

Com uma programação para toda a família, preparamos duas lives que reúne atrações nacionais e internacionais que já estiveram nos palcos do TIC. Aqui, vamos celebrar os nossos 10 anos de festival com alegria e descontração.

Espetáculos Virtuais

Assista seis espetáculos cearenses que marcaram os 10 anos de Festival TIC. Eles foram adaptados para chegar até a sua casa da melhor forma.

Além disso, essas peças serão apresentadas para 20 escolas públicas e 8 privadas de Caucaia, Fortaleza, Morada Nova e Senador Pompeu em 56 sessões virtuais interativas.

Para os bebês, temos três vídeos curtinhos produzidos pelo Bebelume, um projeto idealizado por um dos integrantes da Cia La Casa Incierta (DF), que também marcou a história do TIC.

Confira!

Seminário Virtual Cultura, Arte e Educação

Onde?

Se você é educador, arte-educador ou artista, organizamos 5 webinars sobre o papel da arte e cultura na formação das crianças. Para isso, reunimos especialistas renomados nacionalmente. Quem acompanhar a programação ao vivo (via streaming), pode ganhar certificado.

16/nov – 14h

Webinar “O Teatro e a Escola” com Ingrid Koudela – Doutora em Artes Cênicas, professora da USP e pesquisadora pioneira em Pedagogia do Teatro

17/nov – 14h

Webinar “Criança, natureza, cultura infantil” com Lydia Hortélio – Etnomusicóloga, educadora e pesquisadora de cultura infantil e música da infância

18/nov – 14h

Webinar “Dançando na Escola” com Isabel Marques – Coreógrafa, pedagoga, mestra em dança e doutora em educação

19/nov – 14h

Webinar “Arte para a primeira infância na educação” com Paulo Fochi – Doutor em educação e um dos redatores da Base Nacional Comum Curricular para a Educação Infantil (BNCC)

20/nov – 14h

Webinar “Relações étnico-raciais na educação” com Clélia Rosa – Pedagoga, mestra em Educação, especialista em questões de gênero e étnico-raciais

2 lives

12/out e 21/nov - 17h

HISTÓRICO

Em 2011, nasce o TIC – Festival de Teatro Infantil do Ceará, quando abre as cortinas de Sobral e Fortaleza para espetáculos infantis, com mais de uma semana de programação para a família. O festival aconteceu de 01 a 12 de outubro e contou com a participação de grupos de quatro estados do Brasil (Ceará, São Paulo, Rio Grande do Norte e Maranhão) e da Espanha.

Foi uma rica programação que uniu teatro de animação, teatro visual, teatro de bonecos e circo. Quinze montagens de diferentes grupos subiram aos palcos das duas cidades, levando estéticas e dramaturgias mais apuradas, menos didáticas e que, além de divertir, estimularam a reflexão por meio da arte, interagindo também com os adultos.

Além dos espetáculos abertos ao público, por meio dos quais atingimos 10 mil pessoas, tivemos um público de 3.000 alunos de escolas públicas.

Maria Clara Machado (que em 2011 estaria completando 90 anos) e o seu grupo teatral O Tablado (comemorando 60 anos) foram os homenageados do festival.

Estiveram presentes no 1º TIC: Grupo Bagaceira (CE); Coletivo Atores à Deriva (RN); Grupo Expressões Humanas (CE); Larissa Montenegro e Samanta Sanford (CE); Ângela Escudeiro (CE); Cia Bricoleiros (CE); Cia Fios de Sombra (SP); Grupo Pavilhão da Magnólia (CE); Grupo BiluBila (CE); Grupo MiraMundo (MA); Grupo Paraladosanjos (SP) e Pampinak (Espanha).

Em 2012, o TIC reforçou o teatro para a infância no Ceará como uma ferramenta poderosa de formação de plateia, tendo a família como elemento central desse processo.

O festival abriu as cortinas dos palcos de Fortaleza e Sobral com uma programação 100% gratuita – realizada de 06 a 14 de outubro de 2012 – e contou com a participação de grupos locais, nacionais e ibero-americanos. Alcançaram-se 15.000 pessoas, sendo 7.000 de alunos de escolas públicas.

Foram 40 sessões de espetáculos teatrais. A curadoria do evento buscou promover novas formas de pensar e fazer teatro para crianças, fomentando novas perspectivas e práticas, baseando-se no conceito de teatro para toda a família.

Dentre os mais de 100 espetáculos inscritos de 14 estados brasileiros, todos de reconhecido valor artístico e contribuição para o desenvolvimento do teatro para a infância no país, foram selecionadas 11 atrações do Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, a saber:

Cia Entre Linhas (Nova Hamburgo-RS), com “O Negrinho do Pastoreio” e “O Cisne”; Cia Pé de Vento (Florianópolis-SC e Espanha), que apresenta “Bom Apetite”; As Marias da Graça (Rio de Janeiro-RJ), com o espetáculo “Tem Areia no meu Maiô”; Pavilhão da Magnólia (Fortaleza-CE), com “O Pássaro Azul”; Companhia de Teatro Epidemia de Bonecos (Fortaleza-CE) com “Estripulias do Palhaço Trepinha”; Coletivo Cambada (Fortaleza-CE), com o espetáculo “Quem tem medo do escuro?”; Ângela Escudeiro. (Fortaleza-CE/Florianópolis-SC), com a montagem “Circo de Toda Gente – Antônio Brasileiro, o Equilibrista”; a Cia do Batente (Sobral-CE), com a peça “Romã, Romã… Quem Trouxer Uma Poesia!”; o Grupo Bagaceira (Fortaleza-CE), com o espetáculo “Tá Namorando! Tá Namorando!”; e o Teatro Máquina (Fortaleza-CE), com “João Botão”.

A programação internacional correspondeu a 25% do total de sessões ofertadas, viabilizada por meio do apoio do Fundo de Ajuda para as Artes Cênicas Ibero-americanas – Iberescena. Da Argentina o Festival recebeu o Clown ISTONIO, de Ramiro Miranda, com o espetáculo “En la Pista” (Na Pista); Palhaço Tomate, com o espetáculo “Tomate Puro Tomate”; Veronica Gonzalez com o seu “Teatrino dei Piedi”; e Niño Retrete, que veio com “CartoonToilete”. A Espanha esteve representada por Chapertons Còmic-Teatre, com o espetáculo “BOOM”.

Foram realizadas também atividades formativas a fim de possibilitar uma troca de saberes e fazeres entre realidades artística e culturais. A oficina “Circo e Teatro de Rua” (20 horas/aula) foi ministrada pelo argentino Ramiro Mirando em Fortaleza e Sobral, abordando ferramentas e estratégias cênicas do circo e do teatro de rua, como: convocatória, desenvolvimento de espetáculo, música e despedida do público. Além disso, outro intercâmbio cultural foi realizado entre a artista de circo e produtora cultural Luciana Corrinero (Espanha) e alunos e professores do Circo-Escola Bom Jardim.

Dessa forma, o TIC vem se consolidando no calendário cultural do Ceará, como uma ação de desenvolvimento do teatro local, perpassando por desdobramentos humanos, sociais, econômicos e artísticos, com destaque para a promoção da cultura para a infância contemporânea.

O 3º TIC – Festival de Teatro Infantil do Ceará nos convidou ao mundo de possibilidades do teatro e mostrou ao público novas formas de pensar e fazer teatro para a infância, capazes de explorar uma diversidade de olhares e quebrar fronteiras e padrões pré-estabelecidos.

O evento aconteceu de 5 a 13 de outubro em Fortaleza, ocupando oito equipamentos públicos da cidade. Seguindo o exemplo das edições anteriores, o TIC também esteve em Sobral e, pela primeira vez, em Icapuí, no litoral leste.

Nos palcos e praças, 13 atrações (entre cearenses e estrangeiros) compuseram uma programação com 50 apresentações, parte delas com acessibilidade para deficientes auditivos ou visuais por meio de tradução em libras e audiodescrição.

Com a opção responsável de promover diversão e arte para todas as idades, o 3º TIC, além do teatro de atores, ofereceu “Um mundo de possibilidades” – tema da edição – apresentando outras linguagens cênicas: teatro de animação, mágica, circo, dança, contação de história e artes plásticas. Foram alcançadas 15 mil pessoas, dos quais 5 mil de alunos de escolas públicas.

DESTAQUES NA PROGRAMAÇÃO: “Um mundo de possibilidades”

“Café Frágil”: Teatro para Bebês – O grupo La Casa Incierta (ESPANHA/BRASIL) apresentou o espetáculo “Café Frágil”, estreando a programação voltada para bebês do TIC. Criada em 2000 pelo diretor teatral espanhol Carlos Laredo e pela atriz brasileira Clarice Cardell, a companhia é pioneira no campo das artes cênicas para a primeira infância na Europa e Brasil.

“100% Burbujas”: bolhas de sabão gigantes – Uma das atrações mais esperadas desta edição foi o ESPANHOL Made in Jabón, com o espetáculo de animação e mágica “100% Burbujas”. Fundada em 2007, a companhia ostenta o Record Guinness da mais longa cadeia de bolhas do mundo. Através do TIC, Made in Jabón estreou no Brasil.

“A Menina dos Cabelos de Capim”: produção 100% cearense – Este espetáculo, que estreou em 2000, é um belíssimo espetáculo da Cia Pã de Teatro, com texto de Ricardo Guilherme e direção de Karlo Cardozo. O autor inspirou-se no conto de tradição ibérica “Os Figos da Figueira”, trazendo o ambiente e os costumes da cultura nordestina para essa montagem.

“Sienta la Cabeza”: esculturas de cabelo – O grupo Sienta la Cabeza é da ESPANHA, mas foi criado em 2001 pela cabeleireira brasileira Fafá Franco e o DJ escocês Nick Prescott. Trata-se de um espetáculo de artes visuais ao som de DJ, onde o grande destaque é o público. No espetáculo, que leva o nome do grupo, são realizadas verdadeiras esculturas de cabelo, que ganham cores e formas inusitadas, com direito a pinturas no rosto que complementam a arte. O grupo, que esteve pela primeira vez ao Nordeste.

“Cock-Tales”: galinhas gigantes – A ALEMÃ Cia Pas Par Tout apresentou “Cock-Tales”, uma divertida apresentação musical com galinhas gigantes. O galo Capón (vaidoso e briguento), a galinha mãe (sofrida e vigilante) e o frangote (raquítico e indeciso) estão reunidos neste cômico espetáculo que prende a atenção do público de todas as idades. Pela primeira vez na América Latina, por meio do TIC, a companhia e tem recebido inúmeras premiações em festivais internacionais.

“Contos Pequenos”: animação com o corpo / mímica – Veio do PERU Hugo & Ines, o mais renomado grupo de teatro de animação com o corpo, fundado em 1986 por Hugo Suarez e Ines Pasic. É um verdadeiro trabalho de mímica, onde o grupo explora as possibilidades expressivas de cada parte do corpo, como joelho, barriga, rosto e cotovelo, criando bonecos de carne e osso, dando vida a personagens surpreendentes.
Assim, o TIC reafirmou mais um ano o seu compromisso de ofertar uma opção responsável de diversão e arte para toda a família.

Em 2014, o TIC deu continuidade à sua proposta de quebrar as frágeis barreiras do teatro e interagir com outras linguagens, como a música e a dança. O Festival seguiu se reinventando e cumpriu seu papel de democratizar o acesso à cultura da infância e de promover o teatro infantil contemporâneo, trazendo novos ares para os palcos cearenses.

Foram 26 apresentações gratuitas, sendo oito (08) sessões exclusivas para alunos de escolas públicas, duas (02) sessões com audiodescrição e duas (02) sessões com intérpretes de libras. Com isso, o festival alcançou aproximadamente 15 mil pessoas.

“Solte a sua imaginação”, foi o tema do TIC 2014, que chegou à quarta edição com uma programação gratuita em Fortaleza e Sobral. A escolha do tema foi um convite à reflexão sobre a capacidade inventiva do ser humano de criar realidades que alimentam a alma, os sonhos e as mudanças, subvertendo a realidade vigente por meio da sua rica imaginação.

Artistas e companhias do Brasil (Ceará e São Paulo), Espanha, França e Itália participaram do TIC 2014 com espetáculos de Teatro, Teatro de Objetos, Teatro de Animação, Lambe-Lambe (Teatro de Miniaturas), Contação de Histórias, Dança, Circo, Música e Clowns, em cerca de 26 apresentações. Tudo isso e ações formativas, compuseram a programação, que aconteceu em Fortaleza no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), CAIXA Cultural Fortaleza, Sesc Senac Iracema e Vila das Artes e, em Sobral, no Theatro São João e no Parque da Cidade.

AS COMPANHIAS INTERNACIONAIS
O 4º TIC recebeu 5 companhias da Espanha, da França e da Itália, com espetáculos de teatro de objetos, dança, música clássica e clowns, um dos quais também voltado para a primeira infância. Foram eles os espanhóis Cia. MonsDansa, com “Momentari” (espetáculo de dança), e The Bag Lady Theater apresentando “Bag Lady” (teatro de objetos); as companhias francesas La Boîte à Sel, em “Play” (espetáculo de música e teatro de objetos, voltado para a primeira infância), e Areski, com a peça “Vagabundo” (teatro de objetos); e da Itália vem Peirotto e Pampaloni com “Antes tarde do que nunca” (espetáculo de clowns e música clássica).

ATRAÇÕES LOCAIS/NACIONAIS
O TIC apresentou doze (12) espetáculos produzidos por onze (11) artistas ou companhias teatrais nacionais, dos quais dez (10) foram do Ceará. De São Paulo, o Paraladosanjos veio com o espetáculo circense “O imprevisível circo da lua”. Do Ceará, um dos destaques foi a estreia de “O Pequeno Casaco Solitário”, do Grupo Bagaceira de Teatro (espetáculo de teatro de objetos).

Do Ceará, o público do TIC também conferiu: “Mistura – A Dança das Coisas”, do Grupo N Infinito (espetáculo de dança); “LIX, o superlixeiro, em ‘Chama a minha mãe aííí!’”, com o Grupo Teatro Novo (peça de teatro com audiodescrição e tradução em libras); “O vento que sopra em Quetzalcoat”, do Grupo Teatro Imaginarium; “Criaturas de Papel”, do Bricoleiros Teatro de Bonecos (teatro de animação); os espetáculos de teatro de miniatura (lambe-lambe) “As Estripulias do Palhaço Trepinha”, da Cia Epidemia de Bonecos; e “A Surpresa”, de Ângela Escudeiro; os trabalhos de contação de histórias “Iroko”, de Edivaldo Batista; “O Jabuti e o Chacal e outras histórias de animais”, com Paula Yemanjá; e mais “Essa história é o bicho!”, das Costureiras de Histórias.

AÇÕES DE INTERCÂMBIO
Intercâmbio Brasil e Espanha
A Cia MonsDansa, da Espanha, realizou uma ação educativa junto aos alunos da formação básica em dança da escola Vila das Artes (dias 7 e 9), alunos do projeto Vidança (dia 8) e arte-educadores (dias 11 e 12 no Cena 15, da Escola Porto Iracema das Artes). Essa ação fez parte do projeto TROCAS do teatro Mercat de Flors, de Barcelona, que vem realizando intercâmbio com o Brasil na área de educação para dança contemporânea.
Esse projeto educativo trouxe ao Brasil a “maleta pedagógica”, que é a principal ferramenta de experiência em dança da companhia para professores. A única cidade brasileira contemplada por este projeto foi Fortaleza.

Programadores de Festivais
O 4° TIC recebeu programadores de festivais nacionais e internacionais, que vieram especialmente para assistirem aos espetáculos cearenses. A intenção foi proporcionar aos artistas e grupos do Ceará que se apresentam no TIC a possibilidade de apresentações fora do Ceará e do Brasil.

Os convidados foram: Peter Kirk (membro do Conselho Dinamarquês daAssistej – International Association of Theater for Children and Young People e Diretor do Asterions Hus, onde desenvolve projetos artísticos e educativos na área de teatro e de dança), Peter Mancher (programador e coordenador internacional do Danish Children’s Theatre Festival – Festival de Teatro Infantil da Dinamarca), Aglaia Puscher (diretora do Festival Paideia em São Paulo), Karen Acioly (diretora do FIL – Festival Internacional de Linguagens no Rio de Janeiro) e Lina Rosa (diretora do Sesi Bonecos e do FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, eventos itinerantes realizados no Brasil).

Desdobramentos Sociais
Um dos compromissos do TIC é a democratização do acesso à cultura aliada a uma proposta de formação de plateia. Dessa forma, o evento chega a sua 4ª edição com uma programação 100% gratuita, atendendo a população das classes C e D.

Nesta edição foram oferecidas duas (02) sessões com tradução em libras e duas (02) sessões com audiodescrição em alguns espetáculos que foram apresentados em Fortaleza. Foram sessões mistas, para crianças com ou sem necessidades especiais.

O cuidado com a acessibilidade esteve também na escolha dos espetáculos, em especial os internacionais, muitos deles sem fala, possibilitando o aproveitamento de deficientes auditivos e de quem não tem o conhecimento de língua estrangeira.

Além disso, o evento ofertou oito (08) sessões exclusivas para alunos de escolas públicas em parceria com a Secretaria de Educação de Fortaleza e a Secretaria de Cultura de Sobral.

Com o tema “Lugar de criança é em todo lugar”, o 5° TIC aconteceu de 2 a 12 de outubro em Fortaleza e dias 9 e 10 em Sobral, com atrações do Brasil, da Argentina, da Espanha, da França e do Japão. Em Fortaleza o TIC aconteceu no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no Theatro José de Alencar, na CAIXA Cultural Fortaleza, no Sesc Senac Iracema, no Estoril, no Bom Jardim e, em Sobral, no Theatro São João.

Apresentada pela Vivo e com o patrocínio do Governo Federal, da CAIXA, da Cagece e da Coelce, esta edição do TIC teve 40 apresentações de programação 100% gratuita, com sessões especiais para creches e escolas e com audiodescrição e intérpretes de libras, democratizando o acesso à cultura para a infância, chegando a quase 30 mil pessoas em 2015.

ABERTURA
Um público bem especial marcou a abertura do 5° TIC, que começou no dia 02 de outubro de 2015, em Fortaleza. Na plateia do Teatro Dragão do Mar, bebês e crianças com, no máximo, 4 anos de idade. Em cena, o espetáculo é “A Geometria dos Sonhos” da Companhia La Casa Incierta, criada pelo diretor teatral espanhol Carlos Laredo e pela atriz brasileira Clarice Cardell.  O grupo é precursor em teatro para bebês na Espanha.

INTERNACIONAIS EM CENA – O 5º TIC recebeu cinco atrações internacionais. Além da Cia La Casa Incierta, o festival recebeu, do Japão, o artista Senmaru Maruichi, da companhia Edo-Daikagura, que explora técnicas de malabares tradicionais do país. Da França veio a Cia Blizzard Concept, com a “Ópera de Cabelos Secos”, uma obra leve e límpida, apesar de perturbadora, intelectualizada e, às vezes, primitiva. Também da França veio a Cia Act2, com o espetáculo de dança “Miravella”, que transporta o público a um mundo primitivo, onde formas e movimentos conduzem às nossas origens e exploram nosso lado animal. “Molavin” foi o espetáculo do ator, palhaço, diretor e professor Tato Villanueva, da Argentina, que mescla clown, palhaço, teatro de rua e diferentes técnicas circenses.

NACIONAIS – Artistas do Ceará, Pernambuco e São Paulo se apresentaram no 5º TIC. De São Paulo, Chica e Olga Ateliê de Criações apresentou “Em Busca do Ingrediente Secreto”. De Pernambuco, o festival recebeu o show das Fadas Magrinhas, musical que mistura brincadeiras, sapateado, dança e circo, e a Cia Meias Palavras, com dois espetáculos, “As Travessuras de Mané Gostoso” e “Seu Rei Mandou”.

DUAS ESTREIAS – Duas companhias cearenses estrearam espetáculos no 5° TIC: “Ogroleto”, do Pavilhão da Magnólia, grupo que comemorou 10 anos de atividade em 2015, e “A Fábula do Monturo Velho”, da Trupe ‘Caba de Chegar, que festejou 25 anos de atuação no teatro de rua. Também do Ceará se apresentaram, nesta edição, o Coletivo Cambada com “Quem tem medo do escuro?” e o Teatro Máquina, apresentando “João Botão”.

FILMES – Uma parceria entre TIC e o ComKids trouxe ao festival filmes de curta-metragem do Brasil, da Alemanha e da Argentina, reconhecidos por sua qualidade. O ComKids é uma iniciativa para a promoção e a reflexão sobre os conteúdos digitais, interativos e audiovisuais de qualidade para crianças e adolescentes, a partir de pressupostos de responsabilidade social, desenvolvimento cultural e economia criativa no Brasil e na Ibero América. A mostra aconteceu de 10 a 12 de outubro, no Cinema do Dragão-Fundação Joaquim Nabuco.

FORMAÇÃO – Como um dos eixos de ações do festival, a troca de saberes acontece por meio de oficinas, workshops e palestras gratuitas, destinadas a profissionais das artes para a infância. O programa de formação contou com a Oficina de Teatro para Bebês, com Carlos Laredo (Espanha); workshop ComKids – Conteúdos Audiovisuais, Digitais e Interativos para a Infância, com Beth Carmona e Vanessa Fort (SP); Palestra Mídia e Infância, com Beth Carmona (SP); workshop de Percussão para Crianças, com As Fadas Magrinhas (PE); e workshop de Os Desafios do Teatro Infantil, com Pavilhão da Magnólia (CE).

25 ANOS DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Esta edição fez uma referência aos 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que defende os direitos da criança, entre os quais, o acesso à cultura. O 5º TIC convocou as crianças a ocuparem o seu lugar na sociedade e reconhecerem-se como cidadãos de direitos, como o direito ao brincar, à convivência familiar e comunitária e à cultura. São direitos assegurados no ECA, cujo aniversário poderia ser celebrado com a devida alegria se o lugar da criança tivesse saído mais do papel e invadido a sociedade e os poderes governamentais. Porém, o TIC acredita que este sonhado lugar das crianças está garantido. Ele está em um lugar onde tudo é possível: o teatro.

FESTIVAL TIC – A quinta edição foi apresentada pela Vivo, teve como patrocinadores Governo Federal, CAIXA, Cagece e Coelce. Apoio Cultural: Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura. Parceria: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Porto Iracema das Artes.

Em 2016, “Transforme Realidades” foi o tema do TIC, que chegou à sua 6ª edição. A escolha do tema foi um convite à reflexão sobre o poder transformador das crianças, compreendendo-as como sujeitos culturais capazes de sonhar, questionar, inventar e transformar. Nesse sentido, a arte empodera as crianças a transformarem o presente e o futuro, bem como sonhos em realidade.

Com toda a programação gratuita, o 6° TIC aconteceu de 6 a 12 de outubro em Fortaleza e de 15 a 17 em Sobral, reunindo grupos do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bélgica, Chile, França e Espanha, com espetáculos que misturaram teatro, dança, circo, teatro de animação, teatro de rua, teatro para bebês, artes plásticas e música. Além disso, o evento contou com uma mostra de cinema e uma intervenção artística de ilustração.

A programação
No total, o 6º TIC ofertou gratuitamente 40 atividades artísticas, reunindo atrações que fogem dos padrões e modelos impostos pela cultura de massa, pois o objetivo do projeto é ampliar as referências culturais das crianças. Foram ofertados espetáculos voltados a público de todas as idades, de bebês a adultos, apresentando dramaturgias e estéticas que perpassaram pelas compreensões e significações da criança contemporânea, bem como pela sua forma de interagir com outras crianças e outros membros da sociedade.

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO
Circo, dança e música clássica – A atração mais esperada desta edição foi a companhia francesa Les Rois Vagabonds em “Concerto por Dois Clowns”, que misturou clown, acrobacia, balé e música clássica. Um duo cômico capaz de divertir toda a família. O espetáculo já passou pelos principais festivais de teatro e circo da Europa. As apresentações aconteceram dias 08 e 09 de outubro, às 18 horas, no Theatro José de Alencar.

Teatro de objetos e artes plásticas – A Cia La Llave Maestra, do Chile, apresentou “Delírios de Papel”, um espetáculo que explora as inúmeras possibilidades do papel, recorrendo ao teatro de objetos e às artes plásticas. Após circular por alguns países da América Latina e Europa, o espetáculo foi apresentado pela primeira vez no Brasil nos dias 08 e 09 de outubro, às 17 horas, no Teatro do Dragão do Mar.

Roda Cyr – Sobre uma roda Cyr, o chileno Mr. Dyvinetz encantou expectadores de todas as idades. A roda Cyr é equipamento acrobático de alta dificuldade de equilíbrio que exige força e leveza. Pela primeira vez no Brasil, Mr. Dyvinetz fez as seguintes apresentações: Dia 08 de outubro, às 17 horas, no Jardim do Theatro José de Alencar; dia 08, às 18h30, no Pavilhão Atlântico, no Poço da Draga; dia 09, às 18h, na Quadra da Praça Almirante Saldanha; e dia 12, às 18h, na Praça Verde do Dragão do Mar.

Circatronic – Da Espanha o TIC recebeu o ator, diretor e dramaturgo Oriol Auberts com Circatronic. Em “Boris, o leão robô” o artista investiga o uso da tecnologia em cena, mesclando robôs, arte digital e circo. Num clássico número circense de doma, um leão robô e um domador apresentam suas atrapalhadas habilidades. Pela primeira vez no Brasil, Circatronic fez apresentações no dia 12, às 17h, na Praça Verde do Dragão do Mar (Fortaleza) e às 20h45 no Beah Park (Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza) e nos dias 15 e 16, às 18h, na Praça São João, em Sobral.

Destaques nordestinos – A renomada companhia Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte, apresentou seu primeiro infantil, “Abrazo”. O espetáculo é feito sem fala e usa recursos audiovisuais para narrar uma aventura inspirada em “O Livro dos Abraços”, do escritor uruguaio Eduardo Galeano. Pela primeira vez no Ceará, o espetáculo foi apresentado em duas sessões, uma no dia 11, às 19 horas, e outra no dia 12, às 17h, no Teatro do Dragão do Mar. E de Pernambuco veio a Cia Animée, a primeira banda de palhaças no Brasil, com “As Levianinhas em pocket show para crianças”, um espetáculo que une música, teatro e palhaçada, o qual foi apresentado no dia 15, às 18 horas na Praça São João, em Sobral.

Primeira Infância – Este ano o TIC teve na sua programação dois espetáculos dedicados a crianças com menos de 6 anos. Um deles é “A Grande Roda”, da companhia belga La Berlue, voltado para crianças a partir de 3 anos, apresentados nos dias 08 e 09, às 16 horas, no Teatro Sesc Iracema. O outro espetáculo foi “D. Menina”, da companhia K’Os Coletivo, de Fortaleza. Foi a estreia deste espetáculo, que se trata da primeira produção teatral cearense para bebês a partir de 6 meses. A peça é um desdobramento da oficina realizada pelo diretor espanhol Carlos Laredo durante o 5º TIC, em 2015. As apresentações, também no Teatro Sesc Iracema, aconteceram no dia 11, às 9h e às 15h para creches agendadas e no dia 12, às 16h, para o público em geral.

Produções cearenses – Com o objetivo de promover as produções inovadoras de teatro infantil do Ceará, entraram em cena no festival a Cia Prisma de Artes, com “As Aventuras de João Sortudo”; Pavilhão da Magnólia, apresentando “Ogroleto”, com direção de Miguel Vellinho (RJ); Bricoleiros Teatro de Bonecos, com o espetáculo “Quatro Patas”, recém-estreado; a consagrada bonequeira Ângela Escudeiro com o seu espetáculo de teatro de lambe-lambe “O Mau Pensamento”; além do espetáculo para bebês da companhia K’Os Coletivo.

Música Cearense para crianças – Este ano o TIC presenteou o público com um espetáculo concebido especialmente para o festival: “Doidice que dá”, com as cantoras Paula Tesser e Natasha Faria. O show, com a direção de Osiel Gomes, teve músicas de compositores cearense, como Fausto Nilo, Valdo Aderaldo e Chico Anysio, além de clássicos do repertório infantil da MPB. De forma lúdica, o espetáculo convidou as crianças a se divertirem e conhecerem um pouco da música do Ceará. As apresentações aconteceram no dia 08, às 20h45 no Beach Park, no dia 12, às 19 horas na Praça Verde do Centro Dragão do Mar, e no dia 16, foi a vez do público do TIC em Sobral conferir o espetáculo, às 19 horas, na Praça São João.

Ilustração – Em 2016, o TIC expandiu sua área de atuação e desenvolveu uma intervenção artística junto a ilustradores de livros infantis cearenses. Caixas de 1 m³ foram divididas em quatro totens, cada qual com 3 caixas. Cada totem foi ilustrado com dois personagens lúdicos. A caixa de cima teve a cabeça, a segunda o tronco e a caixa de baixa teve as pernas. No final, os personagens foram mesclados pelo público, ou seja, membros superiores de um com a parte de baixo de outro. Paralelo a isso, crianças pintaram pequenas caixas, seguindo a mesma lógica dos ilustradores. A ação foi embalada ao som do DJ com músicas para a família, que foi realizada no dia 15, das 17h às 19h, no Beah Park (Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza).

Cinema – E teve cinema também no festival. O TIC na Tela apresentou a Mostra comKids, que reúniu curtas-metragens de qualidade, que abordam diferentes temas, como: cidadania, identidade, gênero, família, política, entre outros. Com exibições nos dias 08, 09 e 12 de outubro no Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco, os filmes foram organizados em três sessões por dia, classificadas por faixas etárias: Às 16 horas, para crianças com até 6 anos; Às 17h e 18h para crianças de 7 a 14 anos. Com a direção geral e editorial de Beth Carmona, a mostra faz parte das ações do comKids.

Políticas Públicas de Cultura Infância – O TIC foi palco do lançamento da consulta pública do I Edital Cultura Infância, com R$ 1 milhão em recursos para investimento do Governo do Estado em projetos culturais relacionados a essa temática, a serem realizados em todo o Ceará. A cerimônia foi comandada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) dentro da programação do TIC no dia 12 na Praça Verde do Centro Dragão do Mar. O Edital Cultura Infância é o primeiro, em todo o País, destinado especificamente ao apoio a projetos culturais voltados para premissas como o reconhecimento das crianças como indivíduos autônomos, cidadãos e detentores de direitos. Sua elaboração foi realizada pelo Fórum Estadual de Cultura Infância, sob a liderança dos diretores do TIC, Emidio Sanderson e Osiel Gomes, junto a técnicos e assessores da Secult. Tal acontecimento é um marco histórico nas políticas culturais para a infância no Ceará.

O 7° TIC foi uma realização do Instituto Seara de Cultura e Desenvolvimento, com o apoio cultural da Secult, apoio da Vivo e da Enel, controladora da Coelce, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio da CAIXA. Teve como parceiros: Gabinete da Primeira Dama do Estado, Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Theatro José de Alencar, Centro Cultural Bom Jardim, Sesc-CE, Escola Porto Iracema das Artes, Vila das Artes, Instituto Francês, Wallonie-Bruxelles International. Promoção: Invento Produções Culturais.

Em 2017, “Para todas as infâncias” foi o tema do TIC, que chegou à sua 7ª edição. A ideia foi chamar a atenção para a diversidade na infância. Num mundo onde somos forçados a nos encaixar a um padrão, ser diferente não é uma tarefa fácil. Envolve um processo de aceitação de nós mesmos, da nossa família, de nossos amigos e da sociedade.

Pensando nisso, o TIC ofertou uma programação que mesclou diferentes linguagens, estéticas e dramaturgias. Foram espetáculos vindos de diversos países, que aconteceram de 6 a 12 de outubro em Fortaleza e de 11 a 16 em Sobral.  Além disso, o evento contou com uma mostra de  cinema, uma intervenção artística de ilustração e diferentes atividades formativas.

A programação

O 7º TIC ofertou gratuitamente mais de 50 atividades artísticas, reunindo atrações que fogem dos padrões e modelos impostos pela cultura de massa. Foram ofertadas atividades para todas as idades, de bebês a adultos, apresentando dramaturgias e estéticas que perpassaram pelas compreensões e significações da criança contemporânea.

Do exterior, os espetáculos foram apresentados por artistas da Bélgica, da Bósnia, da Dinamarca, da Espanha, de Israel, da Itália e do Peru, e as atrações nacionais foram do Ceará, do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná e do Distrito Federal. A França também esteve presente com a Mostra TIC na Tela, com a exibição de curtas franceses de animação.

Com essa diversidade dos palcos, o TIC teve a proposta de oferecer uma mistura de atrações artísticas de qualidade para todos os gostos, como uma salada de frutas, cheia de cores, texturas e sabores, pronta para proporcionar ao público inúmeras sensações.

A ABERTURA COM RECÉM-NASCIDOS

O festival abriu com um espetáculo destinado a um público bem especial: recém-nascidos. “Música nas Incubadoras” é um trabalho desenvolvido pela Cia Studio Sereia, de Brasília. O trabalho reúne melodias vocais e sonoridades acústicas para a recuperação de bebês em incubadoras. São microconcertos apoiados no uso da voz e de diferentes instrumentos musicais. Este projeto se iniciou em Portugal e passou pela Espanha e por Brasília. As apresentações aconteceram no dia 6, pela manhã e à tarde, no Hospital e Maternidade Eugênia Pinheiro, do grupo Hapvida, em Fortaleza.

PARA BEBÊS

Além do “Música nas Incubadoras”, da Cia Studio Sereia, para recém-nascidos, e de “Borboletário”,  do grupo Zepelim conte outra vez, para bebês,  o TIC recebeu, pela terceira vez, a companhia hispano-brasileira La Casa Incierta, que trouxe para esta edição seu novo trabalho de teatro também para bebês. “A Gruta da Garganta” é um canto poético sobre os laços invisíveis entre os seres humanos, o cordão umbilical que nos guia nos caminhos escuros da vida, como um misterioso fio de Ariadne. As apresentações foram nos dias 11 e 12 em Fortaleza.

ESTREIA de QUATRO ESPETÁCULOS CEARENSES

A fim de ser uma vitrine para a produção de teatro infantil do Ceará, o 7º TIC foi, mais uma vez, espaço de algumas estreias cearenses. “O Senhor Ventilador” é o novo trabalho do Grupo Bagaceira de Teatro, que aposta no teatro de objetos. Este é o quarto espetáculo para o público infantil, dentre os 16 montados pelo grupo, fundado há 17 anos. As apresentações aconteceram nos dias 6 e 11 em Fortaleza.

O grupo Zepelim conte outra vez lançou “Borboletário”, teatro para bebês, recomendado para crianças entre 6 meses e 4 anos. Este espetáculo é fruto da participação do grupo na oficina de teatro para bebês ofertada pelo Encontro de Narrativas para a Infância, realizado pelo TIC, em 2014 e 2015. O espetáculo teve sessões de 6 a 8 em Fortaleza e nos dias 11 e 12 em Sobral.

A Cia Prisma de Artes fez duas estreias nesta edição do TIC. A primeira é a montagem teatral “A menina que buscava o sol”, com direção de Herê Aquino, que foi apresentada nos dias 10 e 11 em Fortaleza e dia 13 em Sobral. E no Dia das Crianças, 12 de outubro, o grupo estreou em Sobral o show musical “Era Uma Vez Canta a Infância”.

DESTAQUES INTERNACIONAIS

Atrações internacionais também foram destaques no TIC. O Teatro Gaia (Bósnia/Peru) apresenta “O Mundo de Fingerman”, um premiado espetáculo onde, por meio da mímica e do teatro de animação, os personagens são criados a partir dos corpos das próprias atrizes. O Circo Pitanga (Bélgica/Israel) trouxe o espetáculo “Cordas Nupciais”, com números circenses de acrobacia, palhaços e teatro físico. Ambos foram apresentados nos dias 7 e 8 em Fortaleza.

O artista italiano radicado na Dinamarca, Paolo Nani, considerado um dos nomes mais importantes da comédia contemporânea, esteve em Fortaleza no 12 de outubro com o seu premiado espetáculo A Carta, que desde 1992 já se apresentou mais de 1.200 vezes em 38 países. Unindo as linguagens do palhaço, do teatro gestual e da comédia contemporânea, ele interpreta um homem que, numa tentativa de escrever uma carta, se envolve numa sequência de ações aparentemente normal. O espetáculo não deixou uma  brecha para dois minutos sem risos na plateia.

MAIS DESTAQUES

Quem também esteve de volta aos palcos cearenses foi a Cia Pequod, do Rio de Janeiro, que trouxe seu novo espetáculo, “Ovelha Negra”. Em cena, bonecos e atores cantam num show ao vivo músicas do repertório de Rita Lee. A montagem foi apresentada em Fortaleza, nos dias 11 e 12.

Do Paraná, a Cia dos Palhaços apresentou a comédia musical “Concerto em Ri Maior”, um divertido espetáculo que mescla música, dança, improvisação, participação da plateia e, claro, muita palhaçada. O público conferiu o espetáculo no dia 12 em Fortaleza e dia 13 em Sobral.

O Bricoleiros, considerado um dos principais grupos de teatro de animação do Ceará, apresentou o espetáculo “Alika e o mundo às avessas”. Fundado em 2004, o grupo, detentor de técnicas de confecção e de animação de marionetes, já circulou por diferentes cidades brasileiras e fora do país. A apresentação foi no dia 10 em Fortaleza, com libras e audiodescrição.

O K’Os Coletivo, do Ceará, foi quem encerrou a programação em Sobral, onde apresentou, nos dias 15 e 16, seu mais recente trabalho, “Guerra de Cup&Cake”, uma comédia com palhaços, destinada a público de todas as idades.

MÚSICA

A cantora, violonista e compositora Badi Assad, uma das artistas mais inovadoras e singulares da música brasileira, trouxe ao festival o show que apresenta teatro e música “Cantos de Casa”. Transcendendo suas raízes brasileiras, ela faz uma mistura que vai desde a MPB, o pop e a world music, até o jazz e sons étnicos de todo o mundo. Sua apresentação encerrou a programação em Fortaleza no dia 12 e foi conferida pelo púbico de Sobral no dia 15.

ILUSTRA TIC

O TIC repetiu uma atividade que encantou o público infantil na edição de 2016, o Ilustra TIC. Ilustradores e crianças foram os criadores das obras de arte que deram o brilho na programação do Dia das Crianças, em Fortaleza, a partir das 16 horas na Praça Verde do Dragão do Mar. A ação contou com a participação dos artistas Rafael Limaverde, Julião Junior e Thyago Cabral, que criaram personagens em esculturas de caixas de papelão, enquanto as crianças criavam os seus personagens em caixas menores.

Cinema para crianças

No Cinema do Dragão, teve o TIC na Tela, com a exibição de curtas de animação produzidos na França. A mostra apresentou a pluralidade de olhares sobre a diversidade da sociedade francesa e sobre a sua história. Olhares de crianças sobre o mundo, olhares de adultos sobre a infância.  A mostra aconteceu em Sobral e Fortaleza, prevendo sessões para crianças com até 6 anos e outras para crianças a partir de 6 anos, que reuniram 17 produções de alta qualidade.

ATIVIDADES DE FORMAÇÃO

Desde 2013 o TIC atua de forma mais intensa em ações que vão para além dos palcos e praças. Ao criar o Encontro de Narrativas para a Infância, ampliou as atividades formativas, que desde então são realizadas durante o festival e ao longo do ano. Oficinas, palestras e debates são ofertados para artistas, pesquisadores e gestores culturais, contemplando diferentes manifestações artísticas e aspectos culturais do universo infantil.

Em 2017, o Encontro ofertou, em Fortaleza e Sobral, palestras e oficinas sobre as convergências entre a arte contemporânea e o brincar, destacando as semelhanças dos processos criativos do artista e da criança e o papel do educador neste contexto. As atividades foram gratuitas e destinadas a educadores e artistas.

Em Fortaleza, as palestras e oficinas visaram qualificar a equipe do Programa Brincando e Pintando do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Em Sobral, as palestras foram voltadas para educadores da rede de educação básica municipal. No entanto, todas as atividades também foram abertas ao público mediante prévia inscrição.

Nas duas cidades foram proferidas as seguintes palestras

  • “Mediação nos processos criativos e lúdicos” com Adriana Klisys (PA);
  • “Arte Contemporânea e a Poética das crianças pequenas”, com Denise Nalini (SP);
  • “Brinquedo, brincadeira e Arte Contemporânea”, com Simone Barreto (CE).

Em Sobral, essas atividades aconteceram dia 02 no Theatro São João, e em Fortaleza, as palestras aconteceram dia 03 no Porto Iracema das Artes.

Em Fortaleza Adriana Klisys (PA) e Denise Nalini (SP) ministraram, respectivamente, as oficinas “A imaginação que brinca” e “Brincar com Arte Contemporânea”, em que aprofundaram assuntos abordados em suas palestras e trouxeram outros. As oficinas aconteceram de 04 a 07 no Porto Iracema das Artes.

AULA ABERTA COM INES PASIC

Além disso, foi realizada a aula aberta “Figuras Corporais” de Ines Pasic sobre técnica de mímica e manipulação de bonecos. A artista compartilhou seus conhecimentos, suas investigações e suas experiências sobre figuras corporais. Sua fala se centrou nos fundamentos das técnicas de mímica e manipulação para criar jogos teatrais.

Parcerias

Apresentado pelo Ministério da Cultura, CAIXA e Enel, o 7º TIC foi uma realização do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (via Lei de Incentivo à Cultura). Teve o patrocínio da M Dias Branco e da Caixa. Agradecimento: Naturagua e Enel. Apoio: Hapvida, Marisol e Governo do Ceará, através da sua Secretaria da Cultura. Parceria: Instituto Francês, Cinemateca da Embaixada da França, Consulado da França em Recife, Fecomércio, SESC, Theatro José de Alencar, Instituto Dragão do Mar, Prefeitura de Sobral, através da sua Secretaria da Cultura, Juventude, Esporte e Lazer de Sobral (SECJEL) e ECOA. Produção: Invento Produções Culturais. Promoção: Instituto Seara.

Em 2018, o TIC aconteceu de 6 a 14 de outubro com programação gratuita em Fortaleza, Sobral e São Gonçalo do Amarante. Entre os destaques, Rosa Primo estreou “Iracema” e Samia Bittencourt apresentou “Nada de Música”, performance criada especialmente para o Festival.

Ocupar ruas, praças e teatros com as mais diversas artes, sugerindo a crianças de todas as idades que “quebrem a corrente” que as prende à TV, ao tablet ou ao celular e saiam de “suas cavernas”. Inspirada no Mito da Caverna de Platão, essa foi a proposta da 8ª edição do TIC. Foram mais de 50 atividades artísticas de diversas linguagens, realizadas em Fortaleza (6 a 13/10), Sobral (10 a 14/10) e São Gonçalo do Amarante (14/10). Toda a programação foi gratuita.

Nos espaços cênicos, 15 atrações locais, nacionais e internacionais apresentaram espetáculos de teatro, circo, música, teatro de rua, palhaçaria, teatro de animação, teatro para bebês, dança e performance, originalmente destinadas ao público infantil, mas que despertaram a atenção de público de todas as idades. Exibições de filmes da Mostra ComKids e oficinas também marcaram a programação do Festival.

Em Fortaleza, o 8º TIC fez jus à sua proposta de promover a arte que ocupa, e espalhou espetáculos por espaços diversos. Foram eles: Centro Cultural Banco do Nordeste, Theatro José de Alencar, Centro Cultural Belchior, Centro Cultural Grande Bom Jardim, Hospital Infantil Albert Sabin, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Cinema do Dragão, Espaço Arena Dragão do Mar, Teatro Dragão do Mar), Porto Dragão e a Rua Dragão do Mar, ao lado da Escola Porto Iracema das Artes. Em Sobral, aconteceu na Casa da Cultura, Theatro São João, Praça São João e Hospital Regional do Norte. Nesta edição o Festival chegou pela primeira vez a São Gonçalo do Amarante, no litoral oeste do estado, com atividades na Praça da Igreja Matriz.

Apresentado pelo Ministério da Cultura e Enel, o 8º TIC foi uma realização do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Teve o patrocínio do Banco do Nordeste (BNB), da Aeris e da Alliance Química. Apoio institucional: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Parceria: Instituto Francês, Consulado Geral da França em Recife para o Nordeste, Spectacle Vivant en Bretagne, comKids, Elemidia, Theatro José de Alencar, Instituto Dragão do Mar, Prefeitura de São Gonçalo, Prefeitura de Sobral, ECOA e Prefeitura Municipal de Fortaleza, através do Instituto Iracema e da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação. Produção: Invento Produções Culturais. Promoção: Instituto Seara. Agradecimento: Enel.

AS ATRAÇÕES

Desde sua criação o TIC vem conquistando um público cada vez mais fiel, pela criteriosa escolha dos artistas, companhias e seus respectivos espetáculos. São todos nomes respeitados em suas artes e na promoção da cultura para a infância.

Da França o TIC recebeu Séverine Coulon, atriz, marionetista e diretora teatral há 20 anos. A artista francesa se destaca junto ao público infantil e adulto pelo primor visual de seus trabalhos. No Festival apresentou “Filles & Soie” (Meninas & Seda), que trata de questões relacionadas às obsessões da estética feminina.

Teatro Engrenaje, do Chile, que vem circulando pela América Latina e pela Europa, trouxe ao TIC o espetáculo “Micromundo”. Com mais de 10 anos de experiência em pesquisa e criação teatral, o grupo tem uma trajetória marcada por espetáculos criativos e oníricos que mesclam teatro de animação, teatro físico e máscaras. Em 2007, recebeu o título de “Reconhecimento pela Criatividade no Palco” pelo Ministério da Cultura do Chile.

A Artesanal Cia de Teatro, fundada em 1995 no Rio de Janeiro, é referência nacional em espetáculos para o público infantil e jovem. A companhia trouxe o espetáculo de teatro de animação “O homem que amava caixas”.

Cia Studio Sereia, de Brasília, esteve de volta ao TIC para apresentar Música nas Incubadoras, trabalho que desenvolve em hospitais junto a recém-nascidos, e o espetáculo “O Farol”, que une dança e música, destinado a crianças de 6 meses a 4 anos. Fundado pela cantora, multinstrumentista, compositora, diretora e atriz Fernanda Cabral, o grupo se dedica, sobretudo, ao teatro para bebês, tendo como destaque a experiência da sua fundadora junto à companhia hispano-brasileira La Casa Incierta.

Também de Brasília o TIC recebeu a Cia Circo Rebote, com dois espetáculos, “Inka Clown Show” e “Tome sua Poltrona”. Criado em 2004 pela dupla de acrobatas e palhaços Atawallpa Coello e Erika Mesquita, o grupo já participou de diversos festivais no Brasil e em países como Alemanha, Chile, Suíça, entre outros, com destaque para o Festival de Avignon, na França.

A pernambucana Odília Nunes veioao Festival acompanhada por “Ester”, uma boneca de 18cm de altura, que a artista manipula com os dedos das mãos. Sem precisar das palavras, a marionete emociona as pessoas com seus pequenos gestos, seu olhar e seu carinho. Odília Nunes tem sua carreira marcada por teatro de rua, circo, palhaçaria e cultura popular. Seus trabalhos já passaram por diversas cidades do Brasil, da Espanha, de Portugal e do Chile.

Outro espetáculo foi “Iaiá e os Erês”. Iaiá faz comidas mágicas, colhe flores encantadas e caça diamantes na lua; além de cantar, dançar e tocar sua guitarra acompanhada da banda de Erês. Tendo estreado em julho de 2018, “Iaiá e os Erês” reúne músicas de Iara Rennó e compositores mirins, como os filhos de Anelis Assumpção, Moreno Veloso e Nina Becker. As canções fazem parte do programa Pratinho da Iaiá, da TV Rá Tim Bum.

ATRAÇÕES CEARENSES

Com espetáculos de circo, teatro, música e dança, os artistas cearenses tiveram um destaque especial no 8º TIC. Foram oito atrações com espetáculos nas três cidades e três com oficinas de Circo (Grupo Garajal), de Sonoridade e de Cata-vento (Marcos Maracatu) e de Skate (Tiago Studart e Tucano).

O grupo Comedores de Abacaxi S/A participou com dois trabalhos, “Festa na Fazenda”, um show onde reúne músicas autorais que dialogam com consagrados compositores brasileiros, e o espetáculo teatral “A Galinha do Papo de Pérolas”, que estreou no 8º TIC. Formado em 2016, o grupo fez parte do Laboratório de Pesquisa Teatral da Escola Porto Iracema das Artes.

A atriz e bailarina Samia Bittencourt, que atua desde 1993, dá vida à Palhaça Nada, com a qual ganhou quatro prêmios no espetáculo “Nada, Nenhum e Ninguém” (1997). No TIC ela apresentou “Nada de Música”, performance criada especialmente para o Festival.

A plalhaçaria também marcou o trabalho da Cia Laguz Circo, que esteve no Festival com o espetáculo “Suspiros e Burbujas”. Nele, cria uma atmosfera mágica, um encontro espontâneo do público que se aproxima pelo encantamento do palhaço, da palhaça, das bolhas gigantes e da música ao vivo.

A bailarina Rosa Primo, professora do Curso de Dança da Universidade Federal do Ceará (UFC), com doutorado e mestrado em Sociologia pela mesma instituição, pesquisa sobre a obra “Iracema” de José de Alencar, a partir da qual cria um trabalho infantil e outro adulto. No TIC, estrou o espetáculo “Iracema” para crianças a partir de 5 anos.

Pavilhão da Magnólia reapresentou no TIC o espetáculo que estreou na 5ª edição do Festival, “Ogroleto”, que tem a direção de Miguel Vellinho da Cia PeQuod (RJ). O grupo, criado em 2005, tem se destacado na cena teatral cearense e circulado pelo país com espetáculos para o público adulto e infantil.

Grupo Mirante de Teatro Unifor, com 33 anos de existência, é destaque na história do teatro infantil cearense. O grupo possui, atualmente, em seu repertório, sete espetáculos e várias contações de histórias e apresentou, no TIC, “O pequeno Príncipe”, uma adaptação do livro homônimo de Antoine de Saint-Exupéry.

Coletivo WE e o EmFoco Grupo de Teatro estão juntos no espetáculo “Para onde vão as meias quando elas desaparecem?”, que estreou em 2017, ano de criação do Coletivo WE, que pesquisa a arte contemporânea através da hibridização das linguagens. Em uma relação artístico-acadêmica já apresentou trabalhos em universidades como UFPB, UFC e USP.

Quem também participou desta edição do TIC foi a Blitz Intervenções, que há 11 anos atua no Ceará criando e executando intervenções artísticas. Em 2015 o grupo ingressou no segmento infantil com personagens temáticos e no Festival presenta seu projeto musical para crianças, que é a banda BBK – Blitz Banda Kids.

MOSTRA COMKIDS

O TIC apresentou 22 produções audiovisuais produzidas no Brasil, na Argentina, na Colômbia e no Uruguai que abordam temas como cidadania, identidade, família, entre outros. A Mostra é uma das ações do comKids (www.comkids.com.br), iniciativa que reúne e articula profissionais do setor de mídia e cultura para a infância e a adolescência no Brasil, na América Latina e na Península Ibérica. No Festival, foram quatro sessões diferentes, divididas por faixa etária: Sessão Pipoca (até 5 anos), Sessão Pipa (até 5 anos), Sessão Pingue-Pongue (a partir de 6 anos) e Sessão Bambolê (a partir de 6 anos).

PÚBLICO

O público alcançado foi contabilizado em mais de 20 mil pessoas, dos quais 8 mil foram alunos de escolas, projetos sociais e creches com agendamento. Em Fortaleza, o TIC reuniu aproximadamente 17 mil pessoas, em Sobral, 3 mil pessoas, e 500 pessoas em São Gonçalo do Amarante. O perfil do público foi bastante variado, mas ficou evidente a predominância de crianças entre 5 e 8 anos e pais na faixa etária de 30 a 40 anos. As classes C, D e E se destacaram.

ACESSIBILIDADE

O festival ofereceu duas sessões com tradução em libras e audiodescrição, alcançando cerca de 200 crianças com alguma deficiência física e mental.

AGENDAMENTO ESCOLAR

O evento ofertou 14 sessões exclusivas para escolas e projetos sociais oriundos da Região Metropolitana de Fortaleza, São Gonçalo do Amarante e de Sobral. Das 8 mil crianças alcançadas por essa ação, boa parte dessas assistiram pela primeira vez uma peça de teatro e conheceram o Theatro José de Alencar e Centro Dragão do Mar, dois ícones culturais cearenses.

“Viva essa experiência”. Esse foi o convite do Festival TIC em 2019, que faz em outubro realizou a sua 9ª edição cheio de surpresas e encantamentos no mês das crianças. Foram experiências que estimularam os sentidos do público infantil e adulto, levando-os a rir, pensar, contemplar, brincar e vivenciar as artes e o ambiente do TIC, dentro e fora dos palcos. A ideia foi contribuir para os processos de descobertas das crianças, aprendizado, percepção de si mesmos e do mundo a volta.

 

Com atrações do Ceará, do Brasil e mais quatro países, Bélgica, Espanha, Dinamarca e Itália, o 9º TIC aconteceu de 4 a 13 de outubro em Fortaleza e circulou por mais quatro cidades do interior cearense dentro da ação Circuito TIC: Canindé (10 a 13), Senador Pompeu (17 a 20), Russas (18 e 19) e Camocim (24 a 27). Na capital, o Festival ocupou espaços no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Teatro Porto Dragão, Caixa Cultural Fortaleza (Teatro e pátio), Theatro José de Alencar, Centro Cultural Bom Jardim e Casa Absurda.

 

Esta edição, o público teve um caleidoscópio de experiências artísticas e culturais bem diverso. A programação contou espetáculos de teatro, circo e dança, shows musicais, uma mostra de cinema, uma exposição de artes visuais e uma feira de gastronomia. Foram 80 sessões ofertadas gratuitamente, 20 atrações artísticas e 10 artistas mobilizados. E teve um público de 20.000 pessoas, desses 6.000 foram alunos de escolas públicas e projetos sociais.

 

No Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, o TIC levou programação ao Teatro Dragão do Mar, Cinema do Dragão, Espaço Arena e Praça Verde, com espetáculos, performances e exibições de filmes, de 4 a 12 de outubro, além de uma praça de alimentação ambientada pelo festival. Na CAIXA Cultural Fortaleza a programação aconteceu de 10 a 13, no teatro e no pátio, com espetáculos, performances, instalações artísticas e praça de alimentação, onde o público foi convidado a desfrutar do evento como um espaço de convivência para toda a família, dentro de um ambiente festivo, seguro e com experiências artísticas inesquecíveis. Toda a programação do TIC teve acesso gratuito.

 

ESTREIAS

 

Três companhias cearenses estrearam espetáculos nesta edição. Um deles foi o Pavilhão da Magnólia com “Napoleão” que teve a direção de Marcelo Romagnoli, premiado dramaturgo infanto-juvenil de São Paulo. O grupo já participou de três edições do TIC, onde estreou o espetáculo “Ogroleto” de Suzanne Lebeau.  “Napoleão” foi encenado na abertura do 9º TIC, no dia 4, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. No dia 9, às 9h e 15h, esteve no Theatro José de Alencar, em sessões para exclusivas para alunos de escolas públicas e projetos sociais.

 

A Cia Prisma de Artes, que desde 1985 alia teatro e trabalho comunitário e possui um número significativo de montagens infantis, estreou “A criança mais velha do mundo”, com texto de Marcelo Romagnoli e direção de Héctor Vásquez. A estreia foi no dia 5, às 19h, na Casa Absurda. No dia 10, houveram sessões exclusivas para escolas públicas e projetos sociais no Teatro Dragão do Mar, às 9h e 15h.

 

Quem também esteve com novo trabalho no TIC foi o Teatro Máquina, com “Paraíso”. A peça convidou o público a refletir sobre a poluição no mar, numa aventura de cinco investigadores de antigas civilizações. O espetáculo teve a trilha sonora de Fernando Catatau e a cenografia de Narcélio Grud. As apresentações aconteceram no Teatro do Centro Cultural Bom Jardim nos dias 5 e 6, às 17h, e na CAIXA Cultural Fortaleza no dia 10, às 15h, e 11, às 15h e 19h. Nas sessões das 15h, o TIC recebeu 90 alunos de escolas municipais e projetos sociais. Ambas contaram com serviços de intérpretes de libras e audiodescrição.

 

Uma performance inédita, criada especialmente pelo TIC foi apresentada nesta edição. “Lady LED” reúne quatro damas de pernas de pau adornadas com luzes de LED. Elas se apresentaram no Centro Dragão do Mar nos dias 5 e 6, às 19h, no Espaço Arena, e no Pátio da CAIXA Cultural Fortaleza nos dias 11, 12 e 13 à noite. No dia 12, às 18h, saiu em Cortejo para a Praça Verde do Centro Dragão do Mar, onde teve mais programação do TIC.

 

CONVIDADOS INTERNACIONAIS

 

Uma das atrações internacionais presentes no 9º TIC foi a Compagnie de la Casquette, da Bélgica, com o espetáculo “Los Yayos”, em cartaz nos dias 5 e 6, às 18h, no Teatro Dragão do Mar. O grupo nasceu nos anos 80, no Teatro Montagne Magique, um epicentro do teatro infantil belga, de onde surgiram várias companhias. Há quase 35 anos a La Casquette se dedica ao público juvenil e tem circulado por vários países com seus trabalhos cheios de humor e poesia.

 

Quem esteve de volta ao TIC foi a companhia hispano-brasileira La Casa Incierta, criada pelo diretor teatral espanhol Carlos Laredo e pela atriz brasileira Clarice Cardell. No 9º TIC apresentou seu mais recente trabalho para bebês, “Canto do medo”, pela primeira vez no Nordeste. As sessões aconteceram nos dias 5 e 6, às 17h, no Teatro Porto Dragão.

 

O artista italiano Paolo Nani, radicado na Dinamarca, um dos grandes nomes internacionais da palhaçaria, também esteve de volta ao TIC. Na CAIXA Cultural Fortaleza ele apresentou nos dias 12 e 13, às 17h, o divertido espetáculo “Jekyll On Ice”, onde interpreta um sorveteiro que vive aventuras e desventuras para descobrir um sabor irresistível para os seus sorvetes.

 

TEATRO E MÚSICA

 

A Cia Oruã, de São Paulo, criada pelo multiartista Mauro Braga, apresentou “E o palhaço, tem concerto?”, com a Orquestra Popular do Nordeste (OPN), de Fortaleza. Num concerto com o quarteto da OPN, a presença provocadora e carismática do Palhaço Azevedo quebra os protocolos da música clássica, divertindo a plateia. Com seu violoncelo, Azevedo precisa conquistar a confiança dos músicos e do Maestro para ser o grande solista da noite. As apresentações em Fortaleza aconteceram no Theatro José de Alencar no dia 11, às 9h e 15h, para alunos de escolas públicas e projetos sociais, e no Teatro Dragão do Mar no dia 12, às 17h, em sessão aberta ao público.

 

No Dia das Crianças, o grupo paulista Barbatuques esteve na Praça Verde do Dragão do Mar, às 18h30, com o show “Só + um Pouquinho”, título do novo disco e segundo do grupo criado para crianças. Fundado em 1995, o grupo criou uma abordagem musical única, usando percussões corporal e vocal, sapateado e improvisação, e já se apresentou em mais de 20 países. No novo trabalho, apresentam músicas inéditas com ritmos variados e contam crônicas divertidas das relações entre filhos e familiares, das situações que permeiam o cotidiano e o imaginário das crianças.

 

TEATRO E DANÇA

 

A bailarina cearense Rosa Primo apresentou o espetáculo “Iracema”, dia 6, às 19h, na Casa Absurda. O espetáculo de dança parte da personagem feminina do romancista cearense José de Alencar para pensar questões que atravessam a figura da mulher, bem como o sentido de sua presença como parte dos povos originários do Brasil no passado e no presente.

 

No fim de semana das crianças, o Grupo Galhofo, criado há um ano a partir de uma disciplina do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Ceará (UFC), apresentou “O galinheiro de Bragança”, no Teatro Porto Dragão. No dia 11, em sessões exclusivas para alunos de escolas públicas e projetos sociais, às 9h e 15h, e no dia 12, às 16h, para o público em geral.

 

O Pátio da CAIXA Cultural Fortaleza receberá três montagens teatrais de lambe-lambe. No dia 12, Ângela Escudeiro apresenta “Circo de Toda Gente – Antônio Brasileiro, o equilibrista” e “Surpresa – Cidade Flores”. No dia 13, o Grupo Ânima participa do festival com “Circo Pirilampo”. Cada espetáculo de lambe-lambe tem duração de 3 minutos e é apresentado numa caixinha para um único espectador de cada vez, das 16h às 17h.

 

CINE MIAU

 

Teve cineminha também no TIC.  Foi o Cine MIAU, que aconteceu no Cinema do Dragão nos dias 5, 6 e 12 de outubro, com exibição de curtas-metragens. Lançado em maio de 2019, o MIAU Mostra Internacional Infantil de Audiovisual surgiu com a ideia de despertar nas crianças valores como sustentabilidade, preservação ambiental, cidadania, família e amizade, democratizando conteúdo audiovisual de qualidade, com foco no protagonismo infantil. Em exibição, filmes que estão fora do circuito da cultura de massa, diversificando as referências artísticas e culturais das crianças.

 

CIRCUITO TIC

 

Além da programação em Fortaleza, em outubro de 2019 aconteceu o Circuito TIC, passando por quatro cidades do interior cearense: Canindé (10 a 13), Senador Pompeu (17 a 20), Russas (18 e 19) e Camocim (24 a 27). Na programação, Cine MIAU e algumas das atrações que se apresentaram em Fortaleza, e mais, Trupe ‘Caba De Chegar, com “A Fábula do Monturo Velho”, Sâmia Bittencourt com “Nada de Música” e “A mulher mais forte do mundo”, Grupo Bricoleiros com “Olha o Olho Menino”, Coletivo WE em “Para onde vão as meias quando elas desaparecem?”, K’Os Coletivo em “Guerra de Cupcake”, e a cantora Natasha Faria com o espetáculo “Doidice que Dá”.

 

ARTES VISUAIS

 

Uma instalação artística trouxe alegria para o Pátio Externo da CAIXA Cultural Fortaleza, Dragão do Mar e para as praças das cidades do interior. Além de uma ambientação especial, teve a exposição “Tic-tac, sobe e desce”, com obras de seis artistas cearenses entre fotografias, aquarelas, ilustrações, desenhos e colagens, tudo exposto de forma lúdica.

 

ACESSIBILIDADE

 

Em duas sessões, o TIC oportunizou a participação de alunos de escolas públicas e projetos sociais na CAIXA Cultural Fortaleza. Na ocasião, foram ofertado os serviços de audiodescrição e libras para crianças com deficiências visuais e auditivas em duas sessões.

 

O projeto segue se firmando como a principal vitrine das produções artísticas infantis cearenses, bem como estimula a classe artística local a produzirem trabalhos capazes de circularem fora do estado. Neste ano, mais da metade da programação foi composta por atrações cearenses e o festival foi palco de quatro estreias de grupos teatrais de Fortaleza. 

 

Apresentado pelo Ministério da Cidadania, CAIXA Cultural Fortaleza e Enel, o 9º TIC foi uma realização do Governo Federal, por meio do Ministério da Cidadania, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Teve o patrocínio da Cagece, CAIXA, Democrata, Dakota, Neorubber, Sugarshoes e Rubberloss. Apoio institucional: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Apoio: Instituto Dragão do Mar, Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Cultura (Secultfor) e da Secretaria Municipal de Educação (SME). Parceria: Centro Cultural Dragão do Mar, Porto Dragão, Centro Cultural do Bom Jardim, Theatro José de Alencar e Ação Humanitária. Promoção: Invento Produções Culturais, D’Grau Produções e Instituto Seara. Agradecimento: Enel.